Esta semana a minha
turma e outra, apresentamos uma peça teatral que já a uns tempos andávamos a
preparar. Esta iniciativa foi
tomada pela nossa professora de Português com o objetivo de nos ajudar a pagar
a viagem a Mafra que iremos fazer no final do ano (pois maior parte de nós vai
à viagem de finalistas) e, mais importante ainda, ficarmos mais envolvidos na
tão complexa e profunda obra de Fernando Pessoa e podermos conhecer melhor o
escritor que é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da
literatura mundial.
O título desta peça
surgiu através de um poema de Fernando Pessoa:
Não sei quem sou,
que alma tenho.
Quando
falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é
esses outros).
Sinto
crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me
múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em
todas.
Começamos por fazer, em cada uma das
turmas, um projeto chamado escrever com…
E através daquela simples frase (Não sei quem sou, que alma tenho) cada regidiu um texto utilizando tudo aquilo que nos surgisse depois de a lermos. Após de vários textos escritos, selecionaram-se algumas partes de cada um e formou-se um novo
texto e, juntamente com textos de Pessoa ortónimo e heterónimo, nasceu a
nossa peça.
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| E estes foram alguns momentos |