terça-feira, 19 de março de 2013

Não sei quem sou, que alma tenho

Esta semana a minha turma e outra, apresentamos uma peça teatral que já a uns tempos andávamos a preparar. Esta iniciativa foi tomada pela nossa professora de Português com o objetivo de nos ajudar a pagar a viagem a Mafra que iremos fazer no final do ano (pois maior parte de nós vai à viagem de finalistas) e, mais importante ainda, ficarmos mais envolvidos na tão complexa e profunda obra de Fernando Pessoa e podermos conhecer melhor o escritor que é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura mundial.



O título desta peça surgiu através de um poema de Fernando Pessoa:
Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.

Começamos por fazer, em cada uma das turmas, um projeto chamado escrever com… E através daquela simples frase (Não sei quem sou, que alma tenho) cada  regidiu um texto utilizando tudo aquilo que nos surgisse depois de a lermos. Após de vários textos escritos, selecionaram-se algumas partes de cada um e formou-se um novo texto e, juntamente com textos de Pessoa ortónimo e heterónimo, nasceu a nossa peça.





E estes foram alguns momentos

Sem comentários:

Enviar um comentário